
A Meta Platforms anunciou a criação de versões pagas para seus principais aplicativos: WhatsApp, Instagram e Facebook, com a promessa de oferecer funções adicionais voltadas à personalização e ao acesso ampliado de dados.
A novidade, apresentada na última quarta-feira (27), inclui os planos WhatsApp Plus, Instagram Plus e Facebook Plus, que passam a integrar um modelo de assinatura mensal. De acordo com informações divulgadas pelo site TechCrunch, o WhatsApp Plus terá custo de US$ 2,99 (cerca de R$ 15), enquanto Instagram Plus e Facebook Plus serão cobrados a US$ 3,99 mensais (aproximadamente R$ 20 cada). Até o momento, não foram divulgados os países onde as assinaturas estarão disponíveis.
No WhatsApp, a proposta é ampliar recursos de customização. Entre as funções previstas estão “figurinhas premium, toques personalizados e temas para o aplicativo”.
Já no Instagram e no Facebook, o foco muda para desempenho e análise de público. Os assinantes terão acesso a estatísticas mais detalhadas sobre engajamento, incluindo dados de visualização de stories, alcance de publicações e opções adicionais de personalização de perfil.
A diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit, afirmou que a empresa está iniciando testes com novos modelos de assinatura. Ela declarou: “Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos”.
Segundo a executiva, a empresa também estuda ampliar a oferta de planos voltados a empresas, criadores de conteúdo e ferramentas baseadas em inteligência artificial.
A movimentação reforça a estratégia da Meta de diversificar suas fontes de receita, reduzindo a dependência da publicidade digital. Em 2023, a companhia já havia testado versões pagas e sem anúncios na Europa para atender exigências regulatórias da União Europeia.
Além disso, o avanço dos investimentos em inteligência artificial tem pressionado as contas da empresa. A Meta projeta gastos entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em infraestrutura e data centers, o que reforça a busca por novas formas de receita recorrente.
O movimento indica uma mudança gradual no modelo de negócios da empresa, que passa a apostar com mais força em assinaturas e serviços premium. E mais: Electra pede recuperação judicial para reestruturar dívida bilionária e manter operações. Clique AQUI para ver. (Foto: IA)
