
A Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, comunicou internamente que deve promover uma nova rodada de demissões nesta quarta-feira (20), atingindo aproximadamente 8 mil trabalhadores em escala global. O número corresponde a cerca de 10% de toda a força de trabalho da companhia.
Paralelamente aos cortes, a big tech também planeja redistribuir cerca de 7 mil funcionários para projetos ligados ao desenvolvimento de inteligência artificial (IA), área que se tornou prioridade estratégica da empresa.
Em comunicado interno, a chefe de Recursos Humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou: “A reestruturação nos tornará mais produtivos e fará o trabalho ser mais recompensador”.
Até o momento, a empresa não fez um pronunciamento público oficial sobre as medidas.
As informações reforçam um movimento já sinalizado anteriormente. No mês passado, a companhia havia indicado a possibilidade de desligamentos a partir de maio, em meio a ajustes operacionais mais amplos. Caso se confirmem, os cortes serão os mais expressivos desde a grande reestruturação realizada entre 2022 e 2023, quando cerca de 21 mil empregados foram dispensados.
Nos últimos meses, a Meta também realizou ajustes em diferentes áreas, com destaque para setores ligados à realidade virtual, como a divisão Reality Labs, além de equipes de recrutamento e redes sociais. A unidade é responsável pelo desenvolvimento de dispositivos como os óculos da linha Quest e projetos de realidade aumentada.
Segundo comunicado anterior de um porta-voz da empresa, “Sempre que possível, estamos buscando outras oportunidades para funcionários cujas posições possam ser impactadas”.
A estratégia atual está diretamente ligada ao avanço da chamada corrida da inteligência artificial. A Meta tem ampliado investimentos no setor e busca reduzir despesas consideradas não essenciais, ao mesmo tempo em que fortalece sua capacidade competitiva frente a empresas como OpenAI e Alphabet.
Nesse contexto, a companhia também tem direcionado bilhões de dólares para contratação de especialistas e aquisição de tecnologia, incluindo aportes bilionários em startups da área. As projeções mais recentes indicam que os gastos totais da empresa podem ficar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões neste ano.
A nova rodada de cortes e realocações evidencia a mudança de prioridade da Meta, que acelera sua reorganização interna para sustentar investimentos em inteligência artificial e manter competitividade no setor de tecnologia global. E mais: Risco Brasil sobe no governo Lula e mercado volta a ligar sinal de alerta. Clique AQUI para ver. (Foto: IA)
