
A disputa por espaço no futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta os bastidores de Brasília, poucos dias depois do anúncio do TSE. Entre as mudanças discutidas está o comando do Ministério da Cultura, atualmente ocupado por Margareth Menezes.
Segundo informações de fontes ouvidas pelo jornal O Globo, três nomes ganharam força nas conversas sobre a sucessão: o ator Wagner Moura (foto), o cantor Chico César e a atriz e deputada federal eleita Maria Marighella (PT-BA).
Um dos nomes mencionados é o de Wagner Moura, que neste ano recebeu indicação ao Oscar de melhor ator pelo filme “O agente secreto”. Durante a campanha eleitoral, o artista se envolveu em iniciativas de mobilização de integrantes da indústria cinematográfica dos Estados Unidos em torno do cenário político brasileiro.
O ator também participou de uma carta encaminhada à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, assinada por dezenas de profissionais brasileiros.
No documento, os signatários fizeram críticas à política cultural adotada durante o governo de Jair Bolsonaro e manifestaram preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro vencer as eleições.
Uma das mudanças mais significativas da gestão foi reduzir o teto da captação. O teto máximo que um projeto individual podia ser autorizado a captar foi reduzido de R$ 0 milhões para R$ 1 milhão (com exceções para áreas como patrimônio histórico e museus).
A intenção foi aumentar a base de beneficiados pelo valor à disposição, auxiliando mais menores artistas do que grandes nomes da música e do cinema, por exemplo.
Moura ainda integrou a série “Revelando”, produção que procurou apresentar contradições e questionamentos relacionados à atuação política dos integrantes da família Bolsonaro. Apesar da projeção internacional, ele não possui experiência anterior em cargos na administração pública.
Outro cotado é Chico César. Natural da Paraíba, o cantor já ocupou funções na gestão cultural. Em 2009, presidiu a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e, entre 2011 e 2014, comandou a Secretaria de Cultura do governo paraibano.
Seu trabalho artístico mais recente é o álbum “Fofo”, lançado neste ano com músicas inéditas. Durante a campanha, o músico também utilizou as redes sociais para manifestar apoio à continuidade do governo Lula.
A terceira possibilidade é Maria Marighella, atriz e ativista cultural baiana. Eleita deputada federal pelo PT da Bahia em 2026, ela já havia conquistado uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador em 2020.
Posteriormente, deixou temporariamente o mandato de vereadora para assumir a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura. E mais: Anatel passa a exigir reconhecimento facial para ativação e manutenção de celular. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: O Globo)
