
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) minimizaram a queda registrada no levantamento Quaest, divulgado nesta quarta-feira. A reportagem é de O Globo.
Em abril, antes da divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, uma biografia sobre Jair Bolsonaro, o senador aparecia com vantagem de dois pontos sobre Lula em uma simulação de segundo turno. No levantamento mais recente, o petista passou a liderar com seis pontos de frente.
Apesar da mudança nos números, pessoas próximas ao parlamentar afirmam que ainda faltam mais de 100 dias para a eleição e consideram natural que ocorram oscilações ao longo da campanha. Segundo esse grupo, Flávio teve um crescimento expressivo no início do ano, o que lhe dá margem para absorver eventuais recuos sem comprometer sua posição na disputa.
Dirigentes do PL que acompanham de perto a estratégia eleitoral do senador reconhecem que o governo federal e o PT possuem forte capacidade de comunicação e sabem explorar narrativas contra adversários. Por isso, avaliam que a campanha precisará desenvolver mecanismos para neutralizar críticas e enfrentar esse cenário durante o período eleitoral.
Mesmo assim, interlocutores de Flávio sustentam que o quadro permanece equilibrado e classificam a queda registrada pela Quaest como um movimento normal de uma disputa competitiva.
Esses aliados também destacam que boa parte dos demais pré-candidatos está posicionada em um campo político mais próximo da direita, citando nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Na avaliação deles, esse fator pode favorecer Flávio em uma eventual disputa de segundo turno contra Lula.
Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, Lula aparece na liderança do primeiro turno com 39% das intenções de voto, mantendo o mesmo percentual registrado no mês anterior. Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar, com 29%, abaixo dos 33% obtidos em maio.
O levantamento ainda aponta Renan Santos e Ronaldo Caiado com 3% das intenções de voto. Aécio Neves e Romeu Zema registram 2% cada. Já Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Samara Martins aparecem com 1%.
Entre os aliados do senador, a percepção é que a configuração da disputa presidencial de 2026 é mais favorável ao campo da direita do que a observada em 2022.
O argumento é que potenciais candidatos de centro e centro-direita hoje mantêm maior proximidade com o eleitorado conservador, o que pode facilitar alianças e transferência de votos em um eventual segundo turno. E mais: Veja como ficou a votação para reduzir a maioridade penal na CCJ da Câmara. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: O Globo)
