A Polícia Federal decidiu abrir um inquérito para investigar uma possível fraude na filiação partidária do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, ao partido Missão. A investigação foi instaurada após uma solicitação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques.

A abertura do procedimento ocorreu nesta segunda-feira (18), segundo documento obtido pelo UOL. O caso foi encaminhado ao delegado Manoel Vieira da Paz Filho, que ficará responsável pela apuração.

A filiação irregular chegou a criar um obstáculo para o registro da candidatura de Flávio. Como o sistema eleitoral apontava que o senador estava filiado ao Missão, houve questionamentos sobre sua situação partidária. No mesmo dia, porém, Nunes Marques determinou individualmente a regularização do cadastro, permitindo o prosseguimento do registro da candidatura.

O TSE informou que o episódio não teve origem em um ataque hacker. De acordo com a Corte, a filiação foi realizada utilizando credenciais legítimas do Missão.

Segundo o tribunal, houve “uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”.

O Missão, por sua vez, afirma que também foi vítima do episódio e nega ter autorizado a filiação de Flávio Bolsonaro. A legenda sustenta que não houve intenção de incluir o senador em seus quadros e afirma ter comunicado tanto o TSE quanto o gabinete do candidato sobre a irregularidade.

O partido é adversário de Flávio na eleição presidencial e lançou Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto.

Segundo o Missão, o gabinete de Flávio teria sido informado sobre a filiação desde 2 de agosto. A legenda afirma que os registros de seu sistema mostram que os e-mails enviados à equipe do senador foram abertos, embora não tenham recebido resposta.

“consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos”, afirmou o partido.

Flávio apresentou outra versão para o episódio. Em uma transmissão ao vivo, o senador disse que sua equipe teria interpretado as mensagens como spam.

Segundo ele, o conteúdo do e-mail indicava a necessidade de regularizar o pagamento relacionado à filiação. Flávio ironizou a situação durante a transmissão: “Eles ainda queriam me cobrar”, ironizou. E mais: Urgente: Justiça manda Casas Bahia suspender demissões. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *