A disputa pela unidade brasileira da Caixa Geral de Depósitos, tradicional banco estatal de Portugal, entrou em uma fase decisiva e passou a contar com a presença de um nome de peso do setor financeiro digital brasileiro: o Nubank. A fintech está entre as quatro instituições selecionadas para seguir no processo de venda do ativo, segundo publicação do “Diário da República”.

O banco português, controlado pelo Estado, ainda tenta definir os próximos passos da sua presença no Brasil, em meio a uma reavaliação mais ampla da sua estrutura internacional.

Dados do Banco Central mostram que a unidade brasileira da CGD (Caixa Geral de Depósitos), reúne cerca de R$ 1,8 bilhão em ativos, dos quais aproximadamente R$ 870 milhões estão concentrados em operações de crédito. O patrimônio líquido da instituição é estimado em R$ 300 milhões, evidenciando o porte moderado da operação no mercado local.

De acordo com o documento oficial português, os candidatos habilitados agora terão um prazo de até 90 dias para apresentar propostas formais. A seleção foi definida por resolução de um comitê ministerial responsável pela condução do processo de desinvestimento da instituição no Brasil.

A negociação também faz parte de uma estratégia de desinvestimento do governo português, que deve levantar algo em torno de R$ 250 milhões com a venda. A medida está ligada a compromissos assumidos ainda após a crise financeira de 2008, quando o país se comprometeu com a União Europeia a reduzir participação em ativos estatais para ajudar no equilíbrio das contas públicas.

Fundado em 2013 pelo colombiano David Vélez, o Nubank confirmou, em nota à Bloomberg, que já vinha comunicando ao mercado sua intenção de obter licença bancária no Brasil ainda neste ano. Dentro dessa estratégia, a empresa afirma que vem analisando diferentes caminhos possíveis para atingir esse objetivo de expansão.

Apesar do avanço no processo seletivo, a fintech ressalta que a participação na disputa não significa compromisso com uma operação específica. Em posicionamento oficial, o Nubank reforçou que essas análises fazem parte de um estudo mais amplo de oportunidades dentro do seu planejamento de crescimento.

O movimento ocorre em um momento de mudanças regulatórias no sistema financeiro brasileiro. No início do ano passado, o Banco Central determinou que apenas instituições com autorização formal podem utilizar os termos “banco” ou “bank” em sua denominação, estabelecendo um período de adaptação para as empresas do setor.

Enquanto isso, a unidade brasileira da Caixa Geral de Depósitos segue como ativo relevante no mercado. Dados do Banco Central indicam que, em setembro de 2025, a operação somava R$ 1,96 bilhão em ativos no país, o que ajuda a explicar o interesse de diferentes instituições na aquisição.

A entrada do Nubank na fase final da disputa reforça a intensificação da concorrência no setor financeiro e evidencia como grandes fintechs e bancos tradicionais seguem se reposicionando diante das novas exigências regulatórias e das oportunidades de expansão no mercado brasileiro. E mais: Filme de Michael Jackson quebra recorde já na estreia. Clique AQUI para ver. (Foto: Divulgação)

 

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