Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar, após o segundo turno das eleições, encaminhar uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade é que o escolhido seja anunciado ainda em 2026, antes que uma eventual mudança na composição do Senado altere a correlação de forças na Casa.

A estratégia discutida no entorno do petista busca antecipar a análise do nome pelos senadores. A avaliação entre dirigentes é que uma eventual maioria mais alinhada à direita no próximo Congresso poderia dificultar a aprovação de um indicado por Lula.

Outro fator considerado pelo PT é o impacto que o resultado da eleição presidencial teria sobre a futura composição do Supremo. Caso Flávio Bolsonaro vença a disputa pelo Palácio do Planalto, aliados de Lula avaliam que o presidente eleito teria uma oportunidade a menos para indicar ministros para a Corte.

Antes de tomar uma decisão, porém, Lula deverá consultar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A intenção seria verificar se existe espaço político para que a indicação seja apreciada e aprovada ainda durante a atual legislatura.

Dentro do PT, a avaliação é de que, para aumentar as chances de aprovação, o escolhido precisaria ser um nome de perfil mais moderado e contar com o respaldo do Centrão.

Essa estratégia reduziria as possibilidades de Lula insistir em uma indicação como a do advogado-geral da União, Jorge Messias, que já foi citado anteriormente como opção para uma vaga no STF.

De acordo com reportagem da CNN, entre os nomes mencionados por integrantes do governo estão os ex-senadores Rodrigo Pacheco e Simone Tebet (fotos), ambos atualmente filiados ao PSB. Outro nome lembrado nas conversas é o do desembargador Ricardo Couto, atual governador do Rio de Janeiro.

A movimentação também leva em consideração a relação de Alcolumbre com a direita no Senado. Em entrevista à CNN, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido não pretende apoiar a permanência de Alcolumbre no comando da Casa em 2027.

Para o Palácio do Planalto, a resistência da direita à recondução de Alcolumbre pode abrir uma janela de negociação. A avaliação é de que o presidente do Senado teria interesse em construir uma agenda capaz de garantir sua influência política no Congresso, o que poderia favorecer um acordo para acelerar a tramitação da indicação de Lula ao Supremo.

Com isso, o atual governo petista avalia que a atual configuração do Senado pode representar uma oportunidade que não necessariamente estará disponível após as eleições. A estratégia, portanto, seria tentar concluir a indicação antes que a nova correlação de forças do Congresso tome posse. (Fotos: EBC; Fonte: CNN)

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