Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender regras mais rígidas para as grandes empresas de tecnologia e as redes sociais.

Em seu discurso após o resultado da eleição, o petista acusou as chamadas big techs de supostamente interferirem no processo eleitoral e afirmou que pretende avançar na ‘regulamentação’ do ambiente digital.

Lula sustentou que sua campanha precisou enfrentar o que classificou como uma “intromissão vinda de fora para dentro”, em referência à suposta atuação das plataformas digitais sobre a disputa presidencial. Segundo o presidente, essas empresas teriam tentado influenciar o resultado da eleição.

Ao defender mudanças na legislação, o petista afirmou que as supostas ‘práticas criminosas’ cometidas na internet devem receber tratamento equivalente ao aplicado aos delitos praticados fora do ambiente virtual. “O crime no mundo digital tem que ser tratado igual ao crime na vida real”, declarou.

As declarações ocorrem após semanas de críticas feitas por integrantes da campanha petista e aliados contra empresas do setor, especialmente a Meta, responsável pelo Facebook e pelo Instagram.

Ao longo de outubro, representantes da esquerda acusaram as plataformas de restringir determinadas contas e reduzir o alcance de publicações ligadas ao grupo político, o que, segundo eles, teria favorecido a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

 

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