A Hidrovias do Brasil (HBSA3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 34 milhões, desempenho mais fraco em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a perda havia sido de R$ 2 milhões. O resultado foi influenciado por fatores operacionais e pelo aumento das despesas financeiras.

A receita operacional líquida somou R$ 445 milhões entre janeiro e março, recuo de 20% na comparação anual. A companhia atribui a queda, principalmente, à conclusão da venda da operação de Navegação Costeira, realizada em novembro de 2025, além da redução dos volumes transportados no Brasil.

O desempenho operacional também foi impactado pelo menor fluxo de cargas. O volume total movimentado caiu 23% em relação ao 1T25, atingindo 3,202 milhões de toneladas. Mesmo assim, sem considerar o efeito da venda da unidade, a empresa estima que a receita teria recuado 8%.

O EBITDA ajustado recorrente ficou em R$ 182 milhões, queda de 29% na base anual, embora tenha avançado 14% frente ao último trimestre de 2025. A melhora trimestral foi atribuída à redução de custos e despesas operacionais, que recuaram ao longo do período.

As despesas operacionais também apresentaram queda expressiva, com recuo de 30% em um ano, influenciadas por menor provisão para contingências e redução de gastos com consultorias. Já os custos operacionais diminuíram 3% na comparação anual, refletindo parcialmente os efeitos da reestruturação após a venda da Navegação Costeira.

No campo financeiro, a pressão foi maior. A empresa registrou despesa financeira líquida de R$ 119 milhões, acima dos valores observados tanto no 1T25 quanto no 4T25. O avanço está ligado ao aumento do custo da dívida, influenciado pelo CDI mais alto.

O fluxo de caixa operacional também ficou negativo em R$ 25 milhões, revertendo o resultado positivo dos trimestres anteriores. Segundo a companhia, o desempenho foi impactado por fatores pontuais no cronograma de recebimentos.

Apesar do cenário mais pressionado, a Hidrovias do Brasil manteve seu plano de investimentos para 2026, estimado em até R$ 270 milhões, com foco em expansão e manutenção de ativos.

O balanço do trimestre reforça um período de ajuste para a companhia, marcado por reestruturação operacional e maior sensibilidade ao cenário financeiro, enquanto a empresa segue com seu plano de investimentos para o ano. E mais: Justiça torna Pedro Rousseff réu em processo de Nikolas Ferreira por difamação. Clique AQUI para ver. (Foto: Reprodução Vídeo)

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