
O Governo de São Paulo aplicou uma multa de R$ 1,04 bilhão à rede varejista Fast Shop após a conclusão de um processo administrativo que analisou irregularidades envolvendo créditos tributários do ICMS.
A decisão foi assinada pela Corregedoria Geral do Estado e considera que houve obtenção indevida de vantagens financeiras no âmbito das investigações. O valor da penalidade foi definido com base no montante identificado como benefício obtido pela empresa.
De acordo com o governo paulista, o prejuízo total aos cofres públicos ainda será apurado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), que deve aprofundar auditorias fiscais e tributárias relacionadas ao caso.
Além da multa bilionária, a empresa também foi obrigada a divulgar a decisão em canais oficiais e de ampla circulação, incluindo publicação em jornal, exibição de comunicado no site institucional e fixação de aviso na sede da companhia por um período determinado.
O caso é um desdobramento de uma operação estadual que apura a atuação de uma rede envolvendo consultorias tributárias e ex-servidores da área fiscal, suspeitos de facilitar indevidamente a liberação e manipulação de créditos de ICMS em benefício de empresas do setor varejista.
O caso é um desdobramento da Operação Ícaro, conduzida para desarticular esquemas de corrupção tributária envolvendo auditores fiscais e o setor privado. Em decorrência das apurações gerais e do aprimoramento dos controles internos do Estado, cinco servidores públicos já foram demitidos, um foi exonerado e 61 procedimentos administrativos foram instaurados.
As investigações apontam que informações internas e sistemas administrativos teriam sido utilizados de forma irregular para acelerar e ampliar a concessão desses créditos, posteriormente negociados dentro dos limites legais previstos em lei.
As apurações também envolveram uma série de movimentações financeiras analisadas pelas autoridades, que identificaram indícios de irregularidades em operações de grande volume ligadas ao sistema tributário estadual.
Entre os nomes citados no contexto da investigação estão os empresários Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, que chegaram a ser presos durante a operação e posteriormente foram liberados. O executivo da varejista firmou acordo de colaboração com o Ministério Público.
Até o momento, a empresa não apresentou manifestação oficial sobre a decisão.
O caso segue em andamento e novas etapas das investigações podem resultar em desdobramentos administrativos e judiciais, enquanto o governo estadual aprofunda a análise dos impactos financeiros e estruturais da operação. E mais: Carlos se emociona ao dizer que Eduardo talvez nunca mais volte ao Brasil. Clique AQUI para ver. (Foto: Divulgação)
