
Fotografias publicadas pela revista Veja na quarta-feira (21) mostram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um avião executivo ao lado da lobista Roberta Luchsinger.
Os dois são investigados pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção e tráfico de influência.
Segundo a publicação, os registros foram feitos no início de 2025, durante uma viagem à Finlândia organizada para observar a aurora boreal.
A aeronave utilizada era um Embraer Praetor 600, jato executivo cujo preço de um modelo novo ultrapassa US$ 20 milhões.
Outra fotografia mostra o grupo reunido diante do avião, em uma pista coberta de neve. As imagens teriam sido localizadas no armazenamento em nuvem do celular da empresária.
Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Lulinha, rejeitou a existência de irregularidades e atribuiu as viagens à relação de amizade entre seu cliente e Roberta. O defensor também criticou a divulgação das fotografias em período próximo às eleições.
“Essa suposta estratégia de atribuir responsabilidade à Roberta não procede. É especulação. É uma tentativa sórdida de criar uma intriga entre amigos”, afirmou à Veja.
Lulinha e Roberta estão na mira de três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações tiveram origem em diligências, buscas e quebras de sigilo realizadas no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Uma das suspeitas da Polícia Federal é de que os dois mantivessem uma sociedade não declarada. Conforme a hipótese investigativa, Roberta faria a aproximação com empresas interessadas em obter contratos com o poder público, enquanto Lulinha recorreria ao sobrenome e à suposta influência junto ao Palácio do Planalto para encaminhar os interesses comerciais. As defesas de ambos negam a prática de irregularidades.
O relacionamento entre a lobista e Lula também se tornou motivo de tensão pública. Em entrevista ao Jornal Nacional, em 27 de agosto, o presidente afirmou não conhecer Roberta e a classificou como “pilantra”. Após a declaração, segundo a Veja, a empresária disse ter recebido telefonemas de diversos ministros.
“Todo mundo com medo, né? Medo de eu abrir minha boca. Porque, se eu abrir a minha boca, ele [Lula] perde a eleição”, declarou.
No sábado (17), em entrevista à CNN Brasil, Roberta anunciou que pretende buscar um acordo de delação premiada. Na ocasião, sinalizou que não pretende excluir o presidente nem seu filho de eventuais revelações.
“Não vou poupar o filho do presidente, não vou poupar o presidente”, disse. (Foto: reprodução Veja; Fonte: Folha de SP; Veja)
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