Luíza Cunha, filha de Clezão, preso após os atos de 8 de Janeiro e morto enquanto estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, protocolou nesta sexta-feira (14) um pedido de audiência presencial com Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No requerimento encaminhado ao Palácio do Planalto, Luíza afirma que pretende conversar diretamente com o presidente sobre “garantias fundamentais” e sobre as circunstâncias que envolveram a morte do pai, ocorrida em novembro de 2023, quando ele permanecia preso.

Segundo o documento, a defesa de Clezão havia informado anteriormente às autoridades sobre seu estado de saúde. Luíza também destaca que a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria apresentado manifestação favorável à soltura dele e à adoção de medidas cautelares.

Luíza atribui a morte do pai a possíveis falhas e omissões do Estado. No pedido, ela afirma que deseja conhecer a posição do governo federal diante do que classifica como “abuso de poder” e “omissão estatal”.

Luíza também questiona no documento se a política de pacificação defendida pelo governo Lula inclui familiares e pessoas associadas à direita e ao conservadorismo.

A solicitação é para que o encontro seja realizado presencialmente no Palácio do Planalto, em data que deverá ser definida pela Presidência da República.

O pedido ocorre em meio à atuação política de Luíza, que lançou sua candidatura à Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo PL. Ela é pré-candidata nas eleições de 2026 e tem participado de eventos com integrantes da direita.

No mesmo documento enviado ao presidente Lula, Luíza informa ter apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para realizar uma visita humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com ela, a solicitação está relacionada à admiração que seu pai mantinha por Bolsonaro.

A candidatura de Luíza à Câmara Legislativa do DF foi anunciada em junho, durante um evento que reuniu lideranças da direita. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) participou do encontro, enquanto Michelle Bolsonaro acompanhou a atividade por videoconferência.

Clezão estava preso após os acontecimentos de 8 de Janeiro e morreu em novembro de 2023, enquanto permanecia custodiado na Papuda. A defesa havia alegado problemas de saúde e solicitado medidas alternativas à prisão. (Foto: redes sociais; Fonte: Metrópoles)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *