
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata de circulação de uma série de repelentes e protetores solares fabricados pela empresa Henlau Química Ltda. A medida, oficializada no Diário Oficial da União, inclui a suspensão da produção, venda, distribuição e até da divulgação desses itens.
A decisão foi tomada após uma fiscalização que identificou problemas considerados sérios no processo produtivo. Entre os principais pontos levantados está o uso de composições diferentes daquelas previamente aprovadas pelo órgão regulador. Esse tipo de alteração levanta dúvidas sobre a eficácia e a segurança dos produtos oferecidos ao consumidor.
Durante inspeções realizadas em abril, técnicos constataram ainda o descumprimento de normas essenciais de qualidade. Essas regras, conhecidas como boas práticas de fabricação, são fundamentais para garantir que os produtos mantenham um padrão seguro e confiável. Na resolução, a agência reforça que “é preciso que o produto entregue ao consumidor seja exatamente aquele que foi testado e aprovado”.
A restrição abrange todos os lotes de itens comercializados sob diferentes marcas, incluindo versões infantis de repelentes e protetores solares amplamente encontrados no mercado. Com a medida, a empresa também fica obrigada a recolher os produtos já distribuídos.
Repelentes:
Entre os itens atingidos pela decisão estão diferentes produtos das marcas Sunlau, Wurth e Needs. No caso dos repelentes, a proibição inclui o Gel BaPor Amorável, o Sunlau Spray repelente com DEET e os produtos da linha Needs Repelente de Insetos com Icaridina, nas versões spray e gel infantil.
Protetores solares:
Já no segmento de proteção solar, foram incluídos o Sunlau FPS 30 – loção com vitamina E e proteção UVA/UVB e o Protetor Solar FPS 30 Wurth.
Especialistas alertam que alterações na fórmula podem comprometer diretamente a função desses itens. No caso dos protetores solares, o fator de proteção pode não corresponder ao indicado na embalagem, deixando a pele mais vulnerável. Já os repelentes podem perder a capacidade de afastar insetos, aumentando o risco de exposição a doenças.
A Anvisa orienta que consumidores suspendam o uso imediatamente caso possuam algum dos produtos afetados. Também recomenda buscar informações com os pontos de venda ou com a fabricante sobre devolução ou reembolso.
Até o momento, a empresa não havia se pronunciado.
O episódio reforça a importância da fiscalização rigorosa no setor de cosméticos e da atenção do consumidor ao adquirir produtos que impactam diretamente a saúde. Em casos de suspeita, a recomendação é sempre verificar a regularização junto aos órgãos competentes e seguir as orientações oficiais. E mais: Está sabendo? Pix muda regras para mais segurança. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC)
