
Os Correios abriram um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) que poderá alcançar até 7 mil funcionários. Desta vez, a iniciativa será direcionada exclusivamente a empregados lotados em unidades que fazem parte do plano de reestruturação da estatal e serão extintas.
O período para adesão ao programa ficará aberto até setembro. Ao contrário do primeiro PDV lançado neste ano, a direção dos Correios não estabeleceu uma meta de desligamentos para a nova rodada.
A estratégia está relacionada à reestruturação da empresa, que prevê o encerramento de aproximadamente mil pontos de atendimento, entre agências e unidades destinadas ao tratamento e armazenamento de cargas.
O novo programa ocorre depois da baixa adesão ao PDV anterior. Lançado em fevereiro e encerrado em março, o primeiro plano previa a saída de até 10 mil trabalhadores, mas recebeu 3.075 adesões.
Apesar de não ter alcançado a expectativa inicial, os Correios afirmam que o programa permitiu obter uma economia equivalente a 45% da meta financeira estabelecida, de R$ 1,4 bilhão.
Para o novo PDV, o incentivo financeiro deverá ser inferior ao oferecido anteriormente e terá um limite máximo de indenização, cujo valor ainda está sendo definido pela empresa.
Em nota, os Correios classificaram o programa como parte das medidas destinadas à reestruturação e à sustentabilidade financeira da estatal.
“A medida foi concebida para atender às adequações e particularidades decorrentes do processo de reestruturação da empresa. As estimativas de adesão e os impactos financeiros estão contemplados nos estudos e nas projeções econômicas divulgados anteriormente”, afirmou a estatal.
O valor do incentivo será calculado individualmente, conforme critérios previstos no regulamento. Entre os fatores considerados estão o tempo de serviço, a idade do empregado e adicionais relacionados à aposentadoria e à incorporação.
No programa anterior, os valores das indenizações variavam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil. O pagamento era feito integralmente, em parcela única, até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento. A indenização não tinha incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.
A redução das despesas com pessoal é uma das frentes da reestruturação dos Correios. A estatal registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, valor 82,35% superior ao resultado negativo registrado no mesmo período do ano passado.
O governo prevê que a empresa consiga voltar ao resultado positivo em 2027 por meio da execução do plano de reestruturação. Além da redução de despesas, a estratégia prevê novas parcerias com empresas privadas para ampliar as receitas.
Para 2026, a expectativa é de que o prejuízo dos Correios chegue a aproximadamente R$ 10 bilhões. E mais: Luciano Hang reage a vídeo de ex-funcionário das Casas Bahia. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: InfoMoney)
