
A indústria brasileira perdeu ritmo em agosto e apresentou o pior desempenho para o mês em 11 anos. O índice de evolução da produção recuou de 51 para 46,3 pontos, uma queda de 4,7 pontos na comparação com julho, segundo a Sondagem Industrial.
O resultado representa uma mudança no comportamento da atividade. Em julho, o indicador estava acima da marca de 50 pontos, sinalizando expansão da produção. Em agosto, porém, ficou abaixo desse nível, passando a indicar retração.
Pela metodologia da pesquisa, resultados superiores a 50 pontos apontam crescimento em relação ao mês anterior. Já números inferiores a essa referência representam redução da atividade.
O desempenho de agosto também ficou abaixo do padrão observado nos últimos anos. Considerando a série histórica de 11 anos, o índice havia ficado abaixo dos 50 pontos no mês apenas em duas ocasiões: 2025 e 2026.
A desaceleração também foi percebida no uso das fábricas. A Utilização da Capacidade Instalada caiu 1 ponto percentual em agosto, para 69%. O percentual ficou 2 pontos abaixo da média histórica registrada para o mês, indicando que uma parcela maior da estrutura produtiva permaneceu ociosa.
Outro indicador que apresentou queda foi o emprego industrial. O índice relativo ao número de trabalhadores passou de 48,6 para 48,2 pontos, recuo de 0,4 ponto. Como ficou abaixo da marca de 50, o resultado aponta redução do número de empregados em relação ao mês anterior.
O ambiente de maior cautela também afetou os planos de investimento das empresas. O índice de intenção de investir caiu 1,3 ponto entre agosto e setembro, passando de 52,6 para 51,3 pontos.
Apesar de continuar acima dos 50 pontos, o indicador atingiu o menor patamar desde agosto de 2020, período marcado pelos efeitos da pandemia de Covid-19. Foi ainda a quarta queda consecutiva da intenção de investimento.
A trajetória de baixa teve início em maio e, desde então, o indicador acumula perda de 3,5 pontos. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução está relacionada à perda de velocidade da atividade industrial e ao aumento das incertezas enfrentadas pelas empresas.
O conjunto dos dados mostra, portanto, uma indústria com menor produção, redução na utilização da capacidade instalada e enfraquecimento do emprego, enquanto os empresários também demonstram menor disposição para ampliar os investimentos. E mais: ‘Tsunami meteorológico’: o que é o fenômeno que atingiu o sul de SC. Clique AQUI para ver.

ACORDA, BRASIL! 🇧🇷
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