A Caixa Econômica Federal recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar encerrar a greve dos bancários, que chegou ao 14º dia sem acordo entre a instituição e os trabalhadores.

O banco apresentou uma ação de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho depois de mais uma rodada de negociações terminar sem consenso. A decisão foi comunicada aos funcionários na manhã desta quinta-feira, após as tratativas realizadas na noite anterior.

Segundo a Caixa, a medida foi adotada depois de uma série de negociações e da tentativa de encontrar uma solução para o impasse. Em nota, o banco afirmou que houve “diálogo permanente” com os representantes dos trabalhadores para “construir uma solução equilibrada e sustentável para todas as partes”.

A instituição também declarou que apresentou diferentes propostas ao longo das negociações, mas não conseguiu chegar a um entendimento com a categoria. A Caixa afirmou ainda que pretende respeitar e cumprir todas as determinações que forem estabelecidas pelo TST.

A greve nacional dos empregados da Caixa continua por tempo indeterminado. O Comando Nacional dos Bancários deve se reunir para definir os próximos passos e prepara manifestações em diferentes regiões do país.

“Não era esse o caminho que queríamos”, afirmou Neiva Ribeiro, representante do sindicato dos bancários.

O principal ponto de divergência está relacionado ao Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos trabalhadores. Os funcionários rejeitam mudanças que aumentam a participação de empregados, aposentados e dependentes no financiamento do convênio.

A reivindicação da categoria é para que a Caixa não altere a forma de participação dos trabalhadores no custeio do plano de saúde. O tema se tornou um dos principais obstáculos para a construção de um acordo e o encerramento da paralisação.

A situação dos empregados da Caixa é diferente da dos trabalhadores dos bancos privados. Nesse segmento, as negociações foram concluídas e a Convenção Coletiva de Trabalho já foi aprovada e assinada em São Paulo, após acordo entre os trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

O acordo dos bancos privados prevê reajuste salarial real de 0,6% durante dois anos. O índice acima da inflação também será aplicado a benefícios como vale-refeição e vale-alimentação, além da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A convenção também estabeleceu medidas relacionadas aos direitos sociais e à saúde dos trabalhadores. Entre elas estão ações de combate ao assédio, iniciativas de apoio à saúde mental e o direito à desconexão, que permite ao funcionário não precisar permanecer conectado ao trabalho pelo celular fora do horário de expediente.

Enquanto os trabalhadores dos bancos privados já encerraram as negociações, os empregados da Caixa permanecem em greve e aguardam agora a análise do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho. E mais: IBGE vai incluir tráfico de drogas na conta do PIB brasileiro. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Estadão)

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