O primeiro voo de teste do foguete sul-coreano Sebit, da empresa InnoSpace, realizado a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, foi interrompido nesta quarta-feira (19) após o veículo apresentar um desvio em relação à trajetória programada.

O lançamento ocorreu às 16h30, no horário de Brasília. Cerca de 35 segundos depois da decolagem, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo, mecanismo utilizado para interromper lançamentos quando há risco de o veículo sair da área considerada segura.

Segundo a InnoSpace, o foguete acabou caindo em uma região marítima previamente estabelecida para esse tipo de ocorrência. Não houve registro de feridos nem de danos às instalações do centro de lançamento.

A empresa sul-coreana informou que o voo apresentou anomalias que serão investigadas a partir dos dados coletados durante a operação. Apesar de o teste ter sido interrompido antes do previsto, a companhia considera que informações importantes foram obtidas sobre diferentes sistemas do veículo.

“Embora lamentemos que o voo planejado não tenha sido concluído integralmente, o teste forneceu dados de voo valiosos de sistemas chave, incluindo a plataforma de lançamento, o sistema de propulsão e o sistema de orientação, navegação e controle (GNC)”, afirmou a InnoSpace.

O teste foi realizado em parceria com a Alada, estatal brasileira criada para ampliar a exploração comercial da infraestrutura aeroespacial do país.

O Sebit foi desenvolvido como uma plataforma de testes para tecnologias que serão utilizadas posteriormente em lançadores orbitais. A missão tinha como objetivo avaliar o comportamento do foguete durante o voo e reunir dados sobre seus sistemas de propulsão, navegação e controle.

Mesmo com a interrupção da operação, a InnoSpace afirmou que pretende manter o cronograma para uma nova missão em Alcântara. A empresa prevê lançar o foguete HANBIT-Nano a partir da base maranhense em novembro.

A localização do CLA é considerada estratégica para operações espaciais por estar próxima à Linha do Equador, condição que pode proporcionar vantagens para determinados tipos de lançamentos orbitais. E mais: Agora: Lulinha aciona Flávio Bolsonaro na Justiça e pede indenização. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte; Metrópoles)

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