Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entrou na Justiça contra Flávio Bolsonaro (PL) por causa de um vídeo produzido com inteligência artificial que o relaciona às fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

A ação foi protocolada na terça-feira (18) na Justiça de São Paulo. Lulinha solicita que o conteúdo seja retirado das redes sociais, que Flávio seja impedido de republicá-lo ou repetir a acusação e ainda pede R$ 10 mil por danos morais.

O vídeo foi publicado pelo senador em 7 de julho, no X e no Instagram, acompanhado da frase “MISSÃO: LOCALIZAR LULINHA”. Na produção, Flávio aparece artificialmente como piloto de uma aeronave militar em uma operação fictícia destinada a encontrar o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A produção começa com uma fotografia real de Lulinha apresentada como o “alvo” da missão. Em seguida, a narração afirma: “O elemento é suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.

Em outro trecho, o material afirma que o “roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune” e acusa a Polícia Federal de ter “cruzado os braços” diante das investigações. Na conclusão, uma representação artificial de Lulinha aparece de chinelos, jogando videogame e rindo.

Na ação, os advogados de Lulinha sustentam que Flávio Bolsonaro teria ido além dos ‘limites da crítica política’ ao apresentá-lo como alguém suspeito de participação direta no esquema investigado.

A defesa afirma que não existe investigação, indiciamento ou denúncia que atribua ao filho de Lula a execução das fraudes contra beneficiários do INSS. Os advogados reconhecem que o nome de Lulinha aparece em uma apuração relacionada à Operação Sem Desconto, mas argumentam que essa circunstância não significa que ele seja investigado como integrante ou executor do esquema.

Segundo a defesa, o vídeo elimina essa distinção ao associar diretamente Lulinha ao suposto roubo de aposentados.

Lulinha pediu que a Justiça determine a exclusão do vídeo do X e do Instagram em até 24 horas. A defesa também solicita que as próprias plataformas sejam obrigadas a remover o material e que Flávio seja proibido de voltar a publicar o mesmo conteúdo.

O pedido inclui ainda a aplicação de multa caso a determinação judicial seja descumprida. Ao final do processo, os advogados querem que a remoção seja definitiva e que Flávio Bolsonaro seja condenado ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.

A defesa também apresentou dados sobre a repercussão do vídeo para justificar a urgência do pedido. Segundo a ação, em 16 de agosto a publicação acumulava aproximadamente 907 mil visualizações no X. No Instagram, o conteúdo tinha mais de 10 mil comentários e 6.224 republicações.

Até o momento, a Justiça não havia decidido sobre os pedidos apresentados por Lulinha. E mais: Show de Zezé Di Camargo é anunciado para dia ’12 + 1′. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)

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