
O empresário cearense Alessandro Montenegro, conhecido como “Rei do Bolão”, ganhou mais dois grandes prêmios da Mega-Sena em menos de três meses.
No domingo (9), um bolão organizado pela lotérica Aldeota, em Fortaleza, estabelecimento pertencente ao empresário, acertou sozinho o prêmio acumulado de R$ 164,89 milhões. A aposta foi feita com 15 dezenas e distribuída entre 100 cotas. Como havia uma cota pertencente ao próprio Alessandro, cada participante ficou com mais de R$ 1,6 milhão.
O resultado se soma a outro prêmio expressivo conquistado em maio, durante o concurso especial que marcou os 30 anos da Mega-Sena. Na ocasião, um bolão da mesma lotérica levou R$ 168,17 milhões, metade dos R$ 336,34 milhões sorteados. A quantia também foi dividida em 100 cotas, com cada participante recebendo mais de R$ 1,6 milhão. Para participar, cada apostador pagou R$ 3.139,56 por um jogo com 20 dezenas.
A sequência de resultados não se limita à Mega-Sena. Nos cinco meses anteriores, outros sete bolões organizados pela lotérica haviam sido premiados em modalidades diferentes, com valores menores.
Para Alessandro, porém, o desempenho não é resultado de superstição. O empresário afirma que trabalha com análise de probabilidades e acompanhamento dos resultados dos concursos.
A rotina inclui acompanhar os sorteios e posteriormente avaliar os resultados. “Passo o dia na empresa e, às 21h, o alarme do meu celular toca para eu acompanhar os sorteios. No outro dia, eu comento e analiso os resultados para as pessoas na internet e elas gostam. Sou como um comentarista esportivo, faço a minha parte técnica, analiso e repasso as informações”, detalhou.
Segundo o empresário, ele gosta de jogar com um número maior de dezenas. Uma aposta simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e tem probabilidade de uma em 50 milhões de acertar as seis dezenas. Já um jogo com 15 números, como o utilizado no prêmio mais recente, custa R$ 30.030, mas ele afirma que as chances são significativamente maiores.
É justamente nesse ponto que entram os bolões. Em vez de uma única pessoa assumir integralmente o custo de uma aposta mais cara, o valor é dividido entre diversos participantes, permitindo que mais apostadores tenham acesso a jogos com maior quantidade de dezenas.
O mesmo modelo é aplicado pelo empresário em outras modalidades, como Lotofácil e Quina. Na Lotofácil, por exemplo, uma aposta com 15 dezenas custa R$ 3 e tem probabilidade de uma em 3,2 milhões. Com 20 dezenas, o valor sobe para R$ 54 mil, mas as chances passam para uma em 211, segundo os números apresentados por Alessandro.
Na Lotofácil, se o apostador optar por 15 dezenas, que custam R$ 3, a probabilidade de ganhar é de uma em 3,2 milhões. Mas se ele fizer uma aposta de 20 dezenas, as chances passam de uma em 211. Para tanto, porém, o preço da cartela chega a R$ 54 mil. No bolão, esse valor é então dividido nas cotas e fica bem menor.
A organização dos bolões também segue regras específicas. As lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal podem comercializar cotas de bolões oficiais diretamente aos clientes e cobrar uma taxa de serviço de até 35% sobre o valor de cada cota.
O apostador também precisa receber um comprovante individual emitido pelo terminal da Caixa. Esse documento é fundamental para garantir os direitos do participante em caso de premiação.
Na operação comandada por Alessandro, uma equipe de cerca de 100 funcionários atua em sistema de revezamento. Entre as atividades estão o levantamento de estatísticas e o preenchimento antecipado de volantes de modalidades como Mega-Sena, Lotofácil e Quina.
Outra particularidade da estratégia adotada pelo empresário é manter as mesmas combinações numéricas nos diferentes concursos. Dessa forma, os números escolhidos para os bilhetes não são alterados a cada novo sorteio. E mais: Cachorro invade quadra e rouba a cena durante final entre Brasil e Argentina. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)
