O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, apresentou propostas para modificar a forma como o governo federal atua na transferência de renda e nos programas sociais. Entre as ideias estão um aporte de R$ 1 mil para cada brasileiro ao nascer e um pagamento de R$ 5 mil a beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego com carteira assinada e deixarem voluntariamente o programa.

As medidas fazem parte das discussões em torno do plano de governo de Zema e foram apresentadas também durante reuniões com representantes do setor produtivo. A proposta voltada às crianças recebeu o nome de “Sócios do Brasil” e prevê que o dinheiro seja aplicado em investimentos financeiros, permanecendo indisponível para saque até que o beneficiário complete 18 anos.

Segundo a proposta, o governo federal faria um depósito único de R$ 1 mil em fundos de ações em nome de cada criança. O objetivo seria formar uma reserva financeira de longo prazo e, ao mesmo tempo, estimular desde cedo conceitos relacionados à educação financeira e à construção de patrimônio.

A iniciativa é apresentada pelo candidato como uma forma de enfrentar dificuldades estruturais da economia brasileira, entre elas o chamado “Custo Brasil”, expressão utilizada para definir os fatores que elevam os custos de produção no país e dificultam a geração de renda e empregos.

Outra frente defendida por Zema envolve mudanças no funcionamento do Bolsa Família. Durante um evento com empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, o candidato afirmou que pretende criar uma recompensa financeira para estimular beneficiários a ingressarem no mercado formal.

Pela proposta, quem estiver recebendo o benefício e conseguir um emprego com carteira assinada receberia R$ 5 mil como uma espécie de prêmio pela saída do programa. A intenção, segundo Zema, seria tornar economicamente mais atrativa a transição entre a assistência estatal e o trabalho formal.

“Se alguém está no Bolsa Família, recebe R$ 600 por mês. Na hora em que ele está registrado com um salário mínimo, passa a recolher R$ 300 por mês para o governo. Ou seja, é uma diferença de R$ 900. Eu vou dar um prêmio de R$ 5.000, que em cinco ou seis meses está quitado. Temos de incentivar as pessoas a saírem”, afirmou Zema.

O candidato também defende alterações nas condições para permanência nos programas de assistência. Uma das propostas prevê que homens entre 25 e 30 anos que recebam o benefício sejam obrigados a concluir o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, ou então um curso técnico.

Zema argumenta que a medida poderia ampliar a qualificação profissional e reduzir casos de pessoas que, segundo ele, rejeitam oportunidades de emprego formal para continuar recebendo o auxílio. Para mulheres, a exigência educacional não seria aplicada da mesma maneira. O candidato justificou a diferença afirmando que elas possuem “outras atribuições no lar e na criação dos filhos”.

Outra mudança sugerida seria a perda do benefício para quem rejeitasse repetidamente oportunidades de trabalho formal sem apresentar uma justificativa considerada válida. A regra poderia ser aplicada após duas ou três recusas de ofertas de emprego. E mais: Psol anuncia criação da ‘Bancada da Macumba’. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: NDMais)

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