
Seis candidatos do PSOL à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 anunciaram a criação de uma articulação política voltada às demandas de praticantes de religiões de matriz africana. O grupo se apresenta como “bancada da macumba” e pretende ampliar a presença de representantes dessas comunidades no Legislativo.
A iniciativa reúne candidatos de diferentes estados e tem como uma de suas principais propostas garantir participação direta na discussão de projetos de lei, definição de recursos públicos e elaboração de políticas nacionais relacionadas às comunidades de terreiro. “É preciso transformar a força dos nossos terreiros em força política”, afirmam os integrantes da articulação.
Os candidatos defendem que a participação política de pessoas ligadas às religiões de matriz africana não deve se limitar a pautas culturais ou a ações específicas promovidas pelo poder público. Segundo o grupo, as comunidades de terreiro precisam participar diretamente das decisões que afetam seus interesses.
“Os povos do terreiro não devem permanecer apenas como objetos de pesquisa, folclorização ou políticas pontuais”, afirmam os integrantes.
A proposta também prevê diálogo com parlamentares que apoiem as reivindicações do grupo, mesmo que não sejam praticantes de religiões de matriz africana. Para os organizadores, o principal critério para essa aproximação deve ser o compromisso público com as pautas defendidas pela articulação.
Os candidatos afirmam ainda que a representação política é necessária para que as próprias comunidades possam ocupar espaços de decisão.
“Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados apenas em momentos pontuais”, dizem os candidatos à Câmara.
A bancada é formada por seis candidatos:
Adriano Fiúza (DF)
Mãe Su de Nanã (SP)
Renato Fonseca (PE)
Wesley Mendes (BA)
Mãe Bernadete de Oxóssi (BA)
Ariane Magalhães (RJ)
O PSOL declarou apoio à liberdade religiosa e ao combate ao racismo religioso. Segundo o partido, a nova articulação é uma iniciativa dos próprios candidatos que decidiram disputar as eleições tendo como uma de suas bandeiras a defesa das religiões de matriz africana e de suas comunidades. E mais: As ‘celebridades’ em SP que estarão nas urnas este ano. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: O Globo)
