
A meta anunciada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de eleger 28 senadores nas eleições de 2026 fortaleceria significativamente a bancada do partido no Senado, mas não seria suficiente para garantir, de forma isolada, o avanço de pautas voltadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso alcance esse resultado, o PL passaria a contar com 36 dos 81 integrantes da Casa, somando os 28 novos parlamentares aos oito senadores eleitos pela legenda em 2022. O número representa cerca de 44% da composição do Senado e ampliaria o peso político do partido nas negociações.
A projeção foi apresentada por Valdemar após uma reunião com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Apesar do crescimento expressivo, a bancada ainda dependeria do apoio de outras legendas para aprovar medidas que exigem maioria qualificada.
Entre os senadores do PL com mandato conquistado em 2022 estão Magno Malta (ES), Wilder Morais (GO), Rogério Marinho (RN), Jaime Bagattoli (RO), Jorge Seif (SC), Marcos Pontes (SP), Wellington Fagundes (MT) e Romário (RJ).
Nas eleições deste ano, estarão em disputa 54 cadeiras no Senado, sendo duas para cada estado e uma para o Distrito Federal. Os vencedores se juntarão aos 27 parlamentares eleitos em 2022, tornando a renovação da Casa uma das principais apostas do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embora tenha estabelecido a meta de conquistar 28 vagas, Valdemar ainda não divulgou uma lista definitiva de candidatos. A estratégia envolve tanto nomes do próprio PL quanto o apoio a aliados de outras siglas.
Entre os pré-candidatos já anunciados ou cotados estão Michelle Bolsonaro (DF), Bia Kicis (DF), Domingos Sávio (MG), Sanderson (RS), Marcelo Queiroga (PB), João Roma (BA), Anderson Ferreira (PE), José Medeiros (MT), Filipe Barros (PR), Gustavo Gayer (GO), Carlos Bolsonaro (SC) e Caroline de Toni (SC).
O plano também considera a possível eleição de aliados como Marcel van Hattem (Novo-RS), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), além de outros nomes que ainda dependem de definições partidárias.
Mesmo assim, a legenda não alcançaria, sozinha, os votos necessários para abrir ou concluir um processo de impeachment contra um ministro do STF. Pelo rito previsto, são necessários 41 votos para autorizar a abertura do julgamento e 54 votos para condenar e afastar o magistrado.
Com uma bancada de 36 senadores, o PL ficaria cinco votos abaixo do mínimo exigido para iniciar o processo e dezoito votos distante da maioria necessária para uma eventual condenação, o que tornaria indispensável o apoio de partidos de Centro e de outras legendas de direita.
Além disso, a decisão de dar andamento a um pedido de impeachment cabe ao presidente do Senado. Em 2025, a oposição conseguiu reunir 41 assinaturas favoráveis à abertura de um processo contra o ministro Alexandre de Moraes, mas o então presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), optou por não dar prosseguimento ao pedido, exercendo a prerrogativa regimental de arquivar ou receber a denúncia. E mais: Vice do PT diz que Lulinha vive em ‘condições precárias’ na Espanha. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Metrópoles)
