
Os Estados Unidos elevaram o tom contra uma possível reação do Brasil à nova tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros e afirmaram que poderão adotar medidas adicionais caso o governo brasileiro decida impor barreiras semelhantes contra mercadorias americanas.
A advertência consta no documento oficial que regulamenta a sobretaxa, divulgado na madrugada desta quinta-feira (16). Segundo o texto, Washington poderá avaliar que o percentual atual não é suficiente caso o Brasil responda com medidas de reciprocidade.
“Ações do Brasil que aumentem o ônus ou a restrição ao comércio dos EUA — como aumentos de tarifas sobre produtos dos Estados Unidos, em vez de abordar as preocupações dos EUA com as práticas desleais constatadas na investigação — podem indicar que a ação dos EUA neste nível não é suficiente para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas do Brasil”, afirma o documento.
O governo americano também declarou que a aplicação da tarifa não impede a utilização de outros mecanismos legais ou medidas adicionais consideradas necessárias.
Após o anúncio da sobretaxa, o governo brasileiro informou que pretende utilizar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, que permite ao país responder a medidas comerciais consideradas unilaterais com ações equivalentes contra os responsáveis.
A nova cobrança de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos começará a valer a partir da próxima semana, em 22 de julho.
Apesar da abrangência da medida, a determinação americana estabelece uma lista de produtos que ficarão fora da nova tributação. Entre os itens isentos estão alguns produtos do setor alimentício, como café, mel orgânico, açaí, carne bovina e laranja, além de produtos estratégicos como terras-raras.
Por outro lado, diversos segmentos da economia brasileira serão afetados pela sobretaxa. A lista de produtos atingidos inclui etanol, máquinas agrícolas, calçados, roupas, produtos químicos, papel, açúcar, entre outros itens.
A decisão aumenta a tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos e gera preocupação entre setores exportadores brasileiros, que avaliam os possíveis impactos da medida sobre custos, contratos internacionais e competitividade no mercado americano. E mais: Flávio chama Lula de “Biden brasileiro” e culpa petista por novas tarifas contra o Brasil. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)
