Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) estão avaliando internamente a possibilidade de utilizar o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro como peça de contraponto político ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A reportagem é da Jovem Pan.

A direção da legenda discute se o conteúdo pode gerar ganhos estratégicos ou se a exposição do tema pode ter efeitos limitados no cenário eleitoral.

No vídeo em questão, Michelle afirma ter sido “humilhada” durante uma conversa telefônica com o senador e diz não manter contato com ele desde dezembro de 2025. Segundo o relato, o conflito teria origem em disputas políticas no Ceará, onde diferentes grupos ligados ao bolsonarismo defendem nomes distintos para alianças regionais.

De um lado, Flávio Bolsonaro teria defendido apoio ao ex-ministro Ciro Gomes na disputa pelo governo estadual. Do outro, Michelle estaria alinhada à pré-candidatura de Eduardo Girão, pelo partido Novo, ampliando a divisão interna sobre a formação de palanques locais.

As vagas ao Senado no Ceará também entram na disputa entre diferentes alas do grupo político. Na gravação, Michelle ainda afirma que o senador teria solicitado que ela não interferisse em assuntos partidários, reforçando o clima de tensão interna.

De acordo com a Jovem Pan, a leitura feita por interlocutores petistas é de que o episódio expõe fissuras na família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para membros da cúpula do partido, a narrativa de que Flávio teria uma postura mais moderada não se sustentaria diante dos desdobramentos públicos da crise.

Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva avaliam ainda que o desgaste pode afetar a imagem do senador junto a segmentos específicos do eleitorado, como o público feminino e grupos religiosos, considerados estratégicos em uma eventual disputa presidencial. E mais: Flávio vai ao STF contra Janones. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Jovem Pan)

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