O conselho de administração da Heineken anunciou a escolha do brasileiro Rafael Oliveira como novo diretor-executivo global da companhia.

A decisão marca um movimento inédito na história da cervejaria, que pela primeira vez seleciona um executivo totalmente externo ao seu quadro de funcionários para ocupar o cargo máximo da gestão.

A mudança ocorre em um momento de desafios para o grupo holandês, que vem registrando retração nas vendas em meio a uma tendência global de redução no consumo de cerveja. Ao mesmo tempo, a empresa vinha sendo pressionada por acionistas a adotar uma liderança externa, capaz de trazer novas perspectivas para a estratégia de negócios.

Controlada pela família De Carvalho-Heineken, que detém participação majoritária e ocupa cinco dos oito assentos no conselho da holding, a companhia nunca havia recorrido a um “outsider” completo para a função de CEO ao longo de seus 87 anos como empresa de capital aberto. Até então, apenas um executivo não holandês havia ocupado o cargo.

O brasileiro-britânico Rafael Oliveira atuava como CEO da JDE Peet’s desde 2024 e estava previamente cotado para liderar a futura Global Coffee Co, empresa em formação após aquisição pela Keurig Dr Pepper em um acordo de 16 bilhões de euros (cerca de R$ 94,33 bilhões).

Antes disso, construiu carreira na Kraft Heinz, onde ocupou a diretoria de mercados internacionais, e também passou uma década no Goldman Sachs.

Segundo comunicado divulgado pela Heineken nesta terça-feira (23), Oliveira assumirá o comando da companhia por um mandato limitado de quatro anos, a partir de outubro deste ano. Sua nomeação foi aprovada por unanimidade, sendo destacada pelo conselho como resultado de “sua combinação única de visão estratégica, expertise operacional e perspicácia financeira”.

Em nota, a empresa afirmou ainda que “ele traz uma perspectiva renovada que deve revigorar a Heineken”. A escolha foi bem recebida pelo mercado financeiro, e as ações da companhia chegaram a subir mais de 2% nas primeiras negociações do dia.

A definição do novo CEO ocorreu após um processo interno conturbado. A companhia enfrentou dificuldades para decidir entre promover executivos internos ou buscar um nome externo.

Com a saída antecipada de Dolf van den Brink em maio, dois candidatos internos chegaram a ser avaliados, mas o conselho entendeu que eles ainda não estavam prontos para assumir a posição, o que levou à abertura para nomes de fora da empresa. E mais: Às vésperas da eleição, Lula libera R$ 13 bi em financiamento para setor aéreo. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: Folha de SP)

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