
A passagem de um asteroide nas proximidades da Terra deve chamar a atenção de astrônomos e agências espaciais nesta segunda-feira (18). O objeto, identificado recentemente e nomeado como 2026 JH2, ficará a cerca de 90 mil quilômetros do planeta, distância considerada pequena em termos astronômicos.
De acordo com observatórios responsáveis pelo monitoramento, o corpo celeste cruzará a região próxima da Terra em alta velocidade. Apesar da aproximação incomum, especialistas reforçam que não existe possibilidade de impacto nesta passagem.
As estimativas iniciais apontam que o asteroide possui entre 16 e 36 metros de diâmetro, tamanho semelhante ao de um ônibus ou de um pequeno edifício. Mesmo sendo relativamente pequeno em comparação a outros corpos espaciais, cientistas destacam que um eventual choque com áreas urbanas poderia provocar danos significativos.
O astrofísico Mark Norris, da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, afirmou que a distância impressiona até pesquisadores acostumados a acompanhar fenômenos do tipo. “Em termos astronômicos, é o mais próximo que se pode chegar sem atingir”, declarou à revista New Scientist.
O pesquisador também comentou sobre o potencial destrutivo de objetos desse porte. “É o tipo de coisa que destruiria uma cidade de forma bastante eficiente, se atingisse”, afirmou.
A aproximação do 2026 JH2 levou especialistas a compararem o caso ao meteoro que explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. Na época, a onda de choque provocou danos em prédios, estilhaçou janelas e deixou mais de 1.500 pessoas feridas.
Segundo Richard Moissl, responsável pelo Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), um impacto envolvendo um asteroide com características semelhantes poderia gerar efeitos comparáveis aos registrados no episódio russo.
Pesquisadores também explicam que objetos menores costumam representar um desafio maior para os sistemas de rastreamento espacial. Conforme destacou Mark Burchell, da Universidade de Kent, muitos desses corpos “não refletem luz suficiente”, dificultando a identificação antecipada.
A observação do fenômeno poderá ser feita por astrônomos amadores do hemisfério norte com auxílio de telescópios e binóculos potentes. A visualização sem equipamentos, porém, não será possível.
Além da movimentação do asteroide, o episódio reacende discussões sobre o monitoramento de objetos próximos da Terra e os investimentos em programas de defesa planetária mantidos por agências espaciais internacionais.
Embora a passagem do 2026 JH2 não represente ameaça ao planeta, especialistas avaliam que eventos como este reforçam a importância do acompanhamento contínuo de asteroides que circulam nas proximidades da órbita terrestre. E mais: Brasil brilha na Copa do Mundo de Canoagem. Clique AQUI para ver. (Foto: Pixabay)
