
A morte de um dos últimos representantes de uma geração marcada pela guerra reacende a memória de um período decisivo da história mundial. O ex-combatente brasileiro Altair Pinto Alaluna faleceu na última sexta-feira (24), aos 105 anos, no Rio de Janeiro. Natural de Sumidouro, na Região Serrana fluminense, ele integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial, participando das operações militares na Itália.
Alaluna fez parte de um contingente de cerca de 25 mil brasileiros enviados à Europa para atuar ao lado das forças Aliadas no combate aos regimes totalitários que avançavam no continente. Ele embarcou rumo ao conflito em 2 de julho de 1944 e retornou ao Brasil pouco mais de um ano depois, em 18 de julho de 1945, trazendo consigo não apenas a experiência da guerra, mas também uma trajetória marcada pela dedicação ao país.
Reconhecido como um dos últimos “pracinhas” ainda vivos, sua morte gerou manifestações de respeito e homenagem. Em publicações nas redes sociais, entidades ligadas à memória da FEB destacaram o simbolismo de sua vida. Em uma das mensagens, foi ressaltado: “Sua história não pertence apenas ao passado. Pertence à alma de um povo que só permanece grande quando reconhece aqueles que, com bravura e sacrifício, ajudaram a defender não apenas sua nação, mas também os valores mais altos da liberdade humana. Homens como Altair enfrentaram tempos sombrios com firmeza, colocaram o dever acima do conforto e escreveram, com a própria vida, páginas que jamais deveriam ser esquecidas”. diz texto assinado pelo Motoclube Germanus LE e compartilhado pela FEB.
Outro tributo destacou a dimensão humana e histórica de sua trajetória: “Ao olhar para sua trajetória, não vemos apenas um veterano. Vemos um símbolo vivo de resistência, dignidade e entrega. […] esquecer os nossos heróis é empobrecer a própria identidade de uma nação”. As mensagens reforçam o papel de Alaluna como referência não apenas militar, mas também moral para as gerações seguintes.
A Prefeitura de Sumidouro decretou luto oficial de três dias e divulgou nota em que ressaltou a importância do ex-combatente para a cidade e para o país. Segundo o comunicado, ele foi “mais do que testemunha da história, exemplo vivo de dignidade, perseverança e amor à sua terra”. Autoridades locais também prestaram solidariedade à família e amigos.
Ao longo de mais de um século de vida, Altair Pinto Alaluna atravessou transformações profundas no Brasil e no mundo. Sua história se entrelaça com um dos capítulos mais marcantes do século XX, lembrando o papel dos brasileiros em um conflito global e a importância de preservar essas memórias.
A partida de Altair Pinto Alaluna encerra mais um capítulo vivo da história da Segunda Guerra Mundial, mas seu legado permanece. Em tempos de desafios contemporâneos, sua trajetória reforça a importância de lembrar aqueles que lutaram pela liberdade e de manter viva a memória de quem ajudou a moldar o presente. E mais: Alerta: vírus bancário sequestra Pix em tempo real no celular. Clique AQUI para ver. (Foto: Redes Sociais)
