
O setor de seguros no Brasil começa a avançar na adoção do Pix automático como alternativa para o pagamento de apólices. A iniciativa acompanha a ampla disseminação do sistema de transferências instantâneas e busca tornar as cobranças recorrentes mais simples, além de diminuir atrasos e melhorar a relação com os clientes.
Entre as empresas que passaram a oferecer a novidade está a MAG Seguros, que liberou a funcionalidade em abril para segurados em todo o país. Com o recurso, o cliente precisa autorizar apenas uma vez o débito, que passa a ser realizado automaticamente via Pix, inclusive em fins de semana e feriados.
O funcionamento se assemelha ao débito automático tradicional, mas utiliza a estrutura do Pix, o que amplia as possibilidades de uso.
A novidade também permite que a companhia alcance clientes em mais de 700 instituições financeiras e de pagamento, incluindo bancos digitais, o que tende a facilitar a adesão ao serviço.
Na prática, o modelo elimina etapas operacionais e reduz problemas comuns em métodos antigos, como falhas por indisponibilidade bancária. Para o consumidor, há mais autonomia, já que os pagamentos podem ser realizados a partir de diferentes contas, sempre com autorização prévia e possibilidade de acompanhamento das transações.
Dados do Banco Central indicam que cerca de 170 milhões de brasileiros já utilizam o Pix — aproximadamente 80% da população —, o que cria um cenário favorável para a expansão de soluções automáticas no segmento.
Além da MAG, a Tokio Marine também passou a disponibilizar o Pix automático. A funcionalidade está ativa desde janeiro para pagamentos parcelados de seguros e depende de uma autorização única feita pelo cliente diretamente no aplicativo bancário.
Segundo a seguradora, outro ponto positivo é a liquidação imediata das operações, o que agiliza o repasse de valores e o pagamento de comissões a corretores. A opção está disponível tanto para novas contratações quanto para renovações não automáticas de apólices.
O Pix conta com diferentes modalidades que atendem a necessidades variadas de usuários e empresas. O Pix tradicional é a forma mais conhecida, permitindo transferências e pagamentos instantâneos a qualquer hora do dia, todos os dias da semana. Ele pode ser feito usando chave Pix (CPF, e-mail, telefone ou chave aleatória), QR Code ou dados bancários, com liquidação em poucos segundos.
O Pix agendado possibilita que o usuário programe uma transferência ou pagamento para uma data futura. Essa opção é útil para organizar finanças, evitar esquecimentos e garantir que contas sejam pagas no dia correto, mesmo quando não há saldo disponível no momento do agendamento.
O Pix automático é voltado para cobranças recorrentes, como mensalidades, assinaturas e contas periódicas. Nessa modalidade, o cliente autoriza previamente os débitos, que passam a ser feitos automaticamente, sem necessidade de confirmação a cada cobrança. Isso reduz atrasos e facilita a gestão tanto para empresas quanto para consumidores.
O Pix cobrança funciona de forma semelhante a um boleto, permitindo que empresas emitam uma cobrança com data de vencimento, juros, multa e descontos. O pagamento pode ser feito via QR Code ou código Pix, oferecendo mais rapidez na compensação em comparação ao boleto tradicional.
Já o Pix saque e Pix troco ampliam o uso do sistema para além do ambiente digital. No Pix saque, o cliente pode transferir um valor para um estabelecimento e receber esse montante em dinheiro. No Pix troco, o usuário paga um valor maior por uma compra e recebe a diferença em espécie, como se fosse um “troco” em dinheiro.
Por fim, o Pix internacional ainda está em desenvolvimento no Brasil, com propostas para permitir transferências entre países usando a mesma lógica do sistema instantâneo. A expectativa é que essa modalidade amplie ainda mais o alcance do Pix, facilitando remessas e pagamentos globais com menos burocracia e custos reduzidos. E mais: Commebol avalia nova competição sem presença de times brasileiros. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC)
