A cidade de São Paulo continua liderando entre as capitais brasileiras com o aluguel residencial mais caro do país. Segundo levantamento do Índice FipeZAP, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX, o valor médio na capital paulista chegou a R$ 65,18 por metro quadrado ao mês.

Em julho, os preços registraram avanço de 0,31%. Desde o início do ano, a valorização acumulada é de 3,97%, enquanto, no intervalo de 12 meses, a alta chega a 5,53%.

Em alguns bairros da capital, entretanto, os valores ficam consideravelmente acima da média. Pinheiros aparece na primeira colocação, com aluguel de R$ 99 por metro quadrado. Na sequência está o Itaim Bibi, onde o preço médio alcança R$ 94.

Moema ocupa a terceira posição, com R$ 84 por metro quadrado, seguida pelos Jardins e pelo Paraíso, ambos com R$ 82.

Apesar da liderança de São Paulo entre as capitais, a cidade de Barueri, na Região Metropolitana paulista, apresenta o aluguel residencial mais elevado do Brasil. O valor médio no município é de R$ 72 por metro quadrado ao mês.

Na sequência aparecem Recife, com R$ 64,71, Belém, com R$ 62,65, e Florianópolis, com R$ 60,84. O Rio de Janeiro ocupa a sexta posição, com média de R$ 60,80.

Confira as dez cidades com os aluguéis mais caros do Brasil:

1. Barueri (SP): R$ 72,00 por m²
2. São Paulo (SP): R$ 65,18 por m²
3. Recife (PE): R$ 64,71 por m²
4. Belém (PA): R$ 62,65 por m²
5. Florianópolis (SC): R$ 60,84 por m²
6. Rio de Janeiro (RJ): R$ 60,80 por m²
7. Santos (SP): R$ 59,97 por m²
8. São Luís (MA): R$ 57,73 por m²
9. Maceió (AL): R$ 56,20 por m²
10. Campinas (SP): R$ 55,52 por m²

Nas demais capitais, alguns bairros também apresentam valores superiores às médias municipais. Em Recife, por exemplo, o Pina registra R$ 76 por metro quadrado, enquanto Parnamirim chega a R$ 68.

Em Belém, o bairro do Jurunas aparece com R$ 73, seguido por Batista Campos, com R$ 69. Já em Florianópolis, os três bairros mais caros apresentam preços mais próximos da média da cidade: Agronômica (R$ 66), Centro (R$ 63) e Trindade (R$ 63).

O levantamento também mostra que o mercado de locação residencial continua registrando aumentos superiores aos principais indicadores de inflação.

Em julho, o Índice FipeZAP avançou 0,7%, desacelerando em relação a junho, quando a alta havia sido de 0,81%. Ainda assim, o resultado ficou acima do IPCA, que registrou 0,07%, enquanto o IGP-M apresentou queda de 1,16% no mesmo período.

Nos últimos 12 meses, a valorização acumulada dos aluguéis chegou a 9,28%. O destaque ficou com os imóveis de dois dormitórios, cuja alta alcançou 10,21%.

Segundo Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, a valorização mais intensa dos imóveis compactos está relacionada ao chamado “prêmio da compactação”. Unidades menores, especialmente em regiões urbanas valorizadas e com boa infraestrutura, apresentam custos finais mais acessíveis e acabam atraindo maior procura.

A especialista também aponta mudanças no perfil das famílias brasileiras, com o crescimento do número de pessoas que vivem sozinhas, como outro fator que contribui para a demanda por esse tipo de imóvel.

“A valorização mais acentuada em imóveis menores é explicada pelo ‘prêmio da compactação’. De modo geral, imóveis compactos localizados em áreas urbanas valorizadas e com boa infraestrutura têm um custo final mais acessível, atraindo uma demanda maior. Soma-se a isso a mudança social, com mais lares unipessoais, o que impulsiona o aumento de preços dessa tipologia — ainda que a intensidade dessa dinâmica varie de acordo com o perfil e particularidades de cada cidade”, explicou.

Considerando os sete primeiros meses de 2026, os aluguéis residenciais acumulam valorização de 5,97%. O percentual também supera os avanços registrados pelo IPCA, de 3,44%, e pelo IGP-M, de 2,08%, no mesmo intervalo. (Foto: PixaBay; Fonte: Forbes)

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