O repórter João Vitor Revedilho e o cinegrafista Fabiano Araújo, da Jovem Pan, foram hostilizados e atacados por manifestantes pró-Lula durante a cobertura de um ato político realizado na noite de terça-feira (13), no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

Diante das agressões, Revedilho precisou interromper sua participação ao vivo no Jornal Jovem Pan. Durante a transmissão, o jornalista relatou que objetos estavam sendo arremessados contra a equipe e explicou por que não conseguiria prosseguir com a entrada.

“Estão tacando pipoca e outras coisas. Eu não tenho condições de entrar. Peço desculpa”, afirmou.

Segundo a emissora, os profissionais também foram alvo de ofensas verbais e tiveram bebida jogada contra eles durante o episódio.

Antes de encerrar a participação, o repórter havia confirmado a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, no debate eleitoral da Band/Jovem Pan previsto para domingo (18). Mais cedo, Flávio Bolsonaro (PL) havia declarado que não participará do encontro.

A ocorrência provocou manifestações de solidariedade ao jornalista. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), derrotado na disputa pelo governo paulista, telefonou para Revedilho poucos minutos depois do episódio.

Na conversa, afirmou que a coordenação da campanha de Lula em São Paulo e os organizadores do ato não apoiam condutas contra profissionais de imprensa.

O presidente nacional do PT, Kiko Celeguim, e o coordenador Marco Aurélio Carvalho também entraram em contato com o repórter.

Em nota, a Jovem Pan condenou o ocorrido e informou que o trabalho da equipe foi interrompido pela hostilidade dos participantes, tornando necessária a assistência de seguranças no local.

“O repórter teve seu trabalho interrompido de forma hostil, havendo a necessidade de ser assistido por seguranças no local”, diz o comunicado.

A emissora também destacou os impactos do episódio sobre o exercício do jornalismo e o ambiente democrático.

“Privar a imprensa de trabalhar é em si uma violência contra toda a sociedade. Em pleno período eleitoral é uma violência contra os valores que sustentam a democracia”.

 

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