Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, em sua propaganda eleitoral desta terça-feira (15), apresentou um pronunciamento no qual defendeu a democracia e criticou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a atuação de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na fala, Flávio afirmou que Lula e Moraes integram o mesmo grupo político e institucional. O senador disse que o país estaria diante da exposição de um sistema que classificou como “podre” e afirmou que pretende apresentar propostas para promover mudanças, em vez de apenas fazer críticas.

“A gente está vendo esse sistema podre se revelar aos olhos de toda a nação. Eu quero mais do que criticar, eu quero apresentar um caminho”, declarou o candidato.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio também procurou reforçar seu compromisso com o regime democrático. Ele afirmou que pretende fortalecer as instituições e destacou uma proposta de sua autoria para acabar com a possibilidade de reeleição. Segundo o senador, caso seja eleito, não pretende disputar um segundo mandato.

“Nós vamos mudar esse país, tirar os brasileiros do sufoco e fortalecer a nossa democracia, porque só há um caminho na democracia. Onde o povo é soberano. Eu mesmo já apresentei um projeto pelo fim da reeleição. Eu não serei candidato à reeleição. Porque assim só terei como compromisso consertar o país”, afirmou.

O pronunciamento foi apresentado como uma interrupção momentânea da campanha eleitoral, embora a estratégia represente, na prática, uma mudança no formato e no tom da propaganda. Flávio iniciou o vídeo dizendo que decidiu interromper a campanha diante da situação política do país.

“Minhas irmãs e meus irmãos. Eu estou interrompendo a campanha eleitoral nesse momento, diante da gravidade de tudo o que está acontecendo”, declarou.

Na sequência, o candidato direcionou críticas ao governo Lula e afirmou que a atual administração teria provocado um desequilíbrio entre as instituições. Segundo Flávio, o governo teria escolhido atuar em conjunto com uma parcela do Supremo que, em sua avaliação, teria descumprido a legislação.

“O atual governo criou um desequilíbrio institucional. Decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei. Não é à toa que isso tudo está acontecendo. É porque o atual governo, a gente não pode deixar de dizer, ele faz parte desse sistema que está apodrecido”, afirmou.

Ao encerrar a mensagem, Flávio buscou adotar um tom de esperança e mudança, evitando apresentar o discurso apenas como uma crítica aos adversários. “Não é hora de rancor, é hora de ter esperança, é hora de mudar, mudar o Brasil para melhor. Esperança agora é mudança”, disse o senador.

 

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