
Um mapa elaborado no século XVI voltou ao centro das atenções após pesquisadores e entusiastas da arqueologia apontarem uma possível ligação entre sua representação geográfica e a localização associada à Arca de Noé, descrita na Bíblia.
A discussão ganhou força depois que o pesquisador independente Jimmy Corsetti compartilhou uma análise na rede social X. Segundo ele, um ponto destacado em um antigo planisfério apresentaria semelhanças com a área da Formação Durupinar, no leste da Turquia, local que há décadas desperta interesse de estudiosos que investigam possíveis evidências relacionadas ao relato do dilúvio.
De acordo com Corsetti, a representação presente no mapa histórico teria dimensões e localização compatíveis com o sítio arqueológico turco.
Em uma publicação que rapidamente se espalhou pelas redes sociais, ele afirmou que a marcação no planisfério “correspondia ao mesmo local” e ao mesmo comprimento da Formação Durupinar, uma estrutura geológica em formato semelhante ao de uma embarcação localizada nas proximidades dos Montes Ararat.
A região é frequentemente associada ao texto bíblico de Gênesis 8:4, que relata que a Arca de Noé teria repousado nos Montes Ararat após 150 dias de inundação.
O documento que motivou a nova discussão é um gigantesco planisfério composto por 60 folhas desenhadas manualmente. Quando reunidas, elas formam um mapa circular com aproximadamente três metros de diâmetro, considerado um dos maiores exemplares cartográficos produzidos em sua época.
Atualmente, a peça integra o acervo do Centro de Mapas David Rumsey, ligado à Universidade Stanford, e reúne representações de continentes, regiões remotas conhecidas à época e diversos elementos históricos e mitológicos.
O interesse renovado pelo local também ocorre em meio a descobertas recentes na Formação Durupinar. Durante obras de construção de uma estrada nas proximidades da cidade de Dogubayazit, na província turca de Agri, foram encontrados fragmentos de cerâmica que passaram a ser analisados por pesquisadores.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Jerusalem Post, os artefatos indicam a existência de atividade humana antiga na região. As peças estão sendo submetidas a estudos para determinar sua idade exata e verificar se há alguma conexão histórica com tradições ligadas ao relato do dilúvio.
O professor Faruk Kaya, da Universidade Agri Ibrahim Cecen, afirmou que os fragmentos foram localizados próximos ao contorno da formação geológica e que as primeiras análises apontam datas compatíveis, de forma geral, com períodos frequentemente associados às narrativas tradicionais sobre o episódio bíblico.
Apesar do entusiasmo de alguns pesquisadores e da repercussão nas redes sociais, não existe consenso científico de que a Formação Durupinar tenha qualquer relação comprovada com a Arca de Noé. Ao longo das últimas décadas, diversas expedições foram realizadas na região, mas nenhuma delas produziu evidências consideradas definitivas pela comunidade acadêmica.
Ainda assim, a combinação entre os novos achados arqueológicos, a repercussão do antigo planisfério e o interesse permanente em um dos relatos mais conhecidos da tradição judaico-cristã voltou a colocar a região turca no centro dos debates sobre uma das maiores histórias da antiguidade. E mais: Novo golpe do Pix usa sistema do BC e faz vítima perder dinheiro 2 vezes. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução)
