O Grupo Dass iniciou oficialmente suas operações no Paraguai por meio da Dasstex, nova unidade voltada à produção de confecções. A companhia brasileira, que fabrica produtos para marcas como Nike e Adidas, informou que a expansão faz parte de sua estratégia de fortalecimento industrial e crescimento na América Latina.

Segundo o jornal paraguaio La Nación, o projeto surgiu de uma parceria entre o Grupo Dass e o Grupo Texcin. O investimento previsto é de aproximadamente US$ 40 milhões, com expectativa de geração de mais de 600 empregos no país vizinho.

A produção será realizada na planta industrial da Texcin, onde funcionará a nova operação da Dasstex. De acordo com o governo paraguaio, a chegada da empresa brasileira reforça o movimento de expansão industrial impulsionado pelo regime de maquila.

O ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, afirmou ao La Nación que o país vem atraindo empresas brasileiras ligadas a marcas esportivas internacionais como Fila e Umbro, além de fabricantes que fornecem para gigantes globais como Nike, Asics e Champion.

Inicialmente, a produção da nova unidade terá como principal destino o mercado brasileiro. No entanto, o projeto também prevê expansão para o Paraguai e outros países da América Latina.

A chegada do Grupo Dass acontece em meio às mudanças promovidas pelo governo do presidente Santiago Peña no regime de maquila paraguaio. O modelo oferece incentivos fiscais para empresas estrangeiras produzirem no país com foco em exportação.

As alterações recentes ampliaram a segurança jurídica, reduziram custos operacionais e aceleraram os processos de adesão ao sistema, segundo autoridades paraguaias.

Uma das principais novidades foi a inclusão formal do setor de serviços no regime de maquila. Antes, esse tipo de atividade não possuía regulamentação específica e era tratado como bem intangível.

Com a mudança, empresas de tecnologia, call centers e serviços administrativos passaram a ter acesso aos mesmos benefícios tributários oferecidos às indústrias exportadoras.

Especialistas locais avaliam que o novo formato facilita a instalação de companhias estrangeiras, já que empresas de serviços exigem menos tempo de implementação do que plantas industriais tradicionais.

O governo do Paraguai argumenta que os incentivos fiscais são compensados pelo aumento na geração de empregos e pelo crescimento indireto da arrecadação por meio do consumo e da renda movimentados pela atividade econômica. E mais: Urgente: Ancine abre investigação contra produtora de filme de Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: IA)

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