
Putin afirma que armamento estratégico será implantado até o fim do ano e destaca capacidade de dissuasão global.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nessa terça-feira (12), que o país deve colocar em operação, até o fim deste ano, o novo míssil balístico intercontinental Sarmat, parte central do seu programa de modernização nuclear. Segundo ele, o equipamento seria “o mais poderoso do mundo”.
Projetado para transportar ogivas nucleares a longas distâncias, o Sarmat teria capacidade de atingir alvos na Europa e nos Estados Unidos. De acordo com Putin, o alcance ultrapassa 35 mil quilômetros e o poder de destruição seria mais de quatro vezes superior ao de sistemas ocidentais equivalentes.
Em declarações transmitidas pela televisão estatal, o líder russo também afirmou que o míssil “tem a capacidade de penetrar todos os sistemas de defesa antimísseis existentes e futuros”.
A versão oficial apresentada por Moscou veio acompanhada de um suposto teste bem-sucedido, relatado pelo comandante das forças de mísseis estratégicos, Sergei Karakayev. Segundo ele, a implantação do sistema “aumentará significativamente as capacidades de combate das forças nucleares estratégicas terrestres, garantindo a destruição de alvos e solucionando problemas de dissuasão estratégica”.
Apesar das declarações, analistas ocidentais têm adotado cautela em relação às capacidades reais do armamento, apontando que parte das informações divulgadas por Moscou pode ser exagerada. O programa do Sarmat também já enfrentou dificuldades técnicas, incluindo uma falha registrada em um teste em 2024 que teria causado danos ao silo de lançamento.
Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, o Kremlin tem intensificado discursos sobre seu arsenal nuclear, em meio a um cenário de tensões com países ocidentais. Para observadores internacionais, essas declarações funcionam também como forma de reforçar a estratégia de dissuasão da Rússia no tabuleiro geopolítico.
O anúncio do avanço no programa do Sarmat ocorre em um contexto de tensão internacional prolongada, em que o desenvolvimento de armamentos estratégicos segue como elemento central das relações entre Rússia e Ocidente. E mais: Comissão da Câmara aprova projeto que libera FGTS para compra de armas. Clique AQUI para ver. (Foto: Reprodução Tass)
